O prefeito de São Paulo e o Secretário Municipal de Transportes apresentaram as linhas gerais do projeto da Zona Azul Vertical (ZAV). A Prefeitura publicará o edital para a definição final do projeto, que visa a atender à demanda de vagas de estacionamento e ao mesmo tempo ampliar a fluidez do trânsito. A localização das garagens – 64 ao todo - também incentivará o uso do transporte público.
“O projeto libera as ruas ao tráfego, melhora o trânsito e traz mais conforto aos motoristas. Desses 64 pontos, constam o Páteo do Collegio, o Theatro Municipal, o Mercadão. São pontos importantes, que há décadas nós sabemos que precisavam de garagens”, afirmou o prefeito, que disse estar confiante no interesse de investidores no projeto, já que as regras estarão claras.
A Prefeitura optou em utilizar um edital de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), mecanismo pelo qual as empresas interessadas proporão projetos para a instalação da Zona Azul Vertical. A Prefeitura prevê a construção de 64 novas garagens com até 400 vagas cada uma, localizadas em pontos estratégicos, como terminais de ônibus e estações de metrô, o que possibilita a integração com o transporte público. Cada garagem terá segurança 24h. A localização específica não será definida no projeto, que contemplará áreas em que os estacionamentos deverão ser construídos.
Outros pontos que aguardam definição do projeto são a tecnologia (parquímetro ou por meio de celular, por exemplo) a ser usada tanto nas ruas como nas garagens, e o modelo de outorga. O PMI prevê a possibilidade de pagamento de royalties para a Prefeitura com base na arrecadação da Zona Azul, mas também abre a opção de a compensação ser feita em urbanização e manutenção de áreas, como ocorre na Espanha.
Esta primeira etapa - que deverá ser concluída em 90 dias - não terá nenhum custo para a Prefeitura, pois a empresa autora do melhor projeto será, posteriormente, remunerada pela empresa vencedora da licitação da Zona Azul.
Mais vagas, melhor fluidez
As vagas da Zona Azul aumentarão das atuais 34,5 mil para 60 mil. O projeto também permite a redução gradativa das vagas existentes ao longo das vias de grande fluxo de veículos. Em vias onde haja Zona Azul dos dois lados, a tendência é que o estacionamento passe a ser permitido apenas em um dos lados. Algumas vias hoje com Zona Azul terão as vagas de estacionamento extintas.
Segundo o Secretário de Transportes, as tentativas de construção de garagens no passado falharam porque a Prefeitura criava vagas de Zona Azul ao redor dos estacionamentos, o que os tornava inviáveis e afastava investidores.
“Nesse modelo, quem construir as garagens também vai explorar a Zona Azul. Este licitante já começa a ter uma geração de renda que permite o início das obras. Em vista disso, nós acreditamos que haverá um grande interesse”.
Hoje, as vagas de Zona Azul estão concentradas na área conhecida como Mini Anel Viário, além de centros regionais como Itaquera, Ipiranga, Brooklin e Santo Amaro. O projeto divide essas regiões em dez lotes, que ficarão sob a concessão da iniciativa privada por um período de até 30 anos. No fim desse prazo, as garagens serão transferidas à Prefeitura sem custos.
Fonte: Prefeitura de São Paulo

